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Reducetarismo: alimentação sustentável sem radicalismo

17, dezembro 2017 | Por Redação

O cuidado com a alimentação é uma preocupação crescente dessa geração, acompanhado da consciência de se preservar o planeta. E não é nenhum segredo que a produção de carne animal tem grande impacto no meio ambiente, um vez que é responsável pelo desmatamento e pelo consumo excessivo de água, entre outros recursos naturais. No entanto, abrir mão desse tipo de consumo é um grande desafio, especialmente quando consideramos os diversos tipos de produtos que nos cercam e que vêm dos animais. É aí que entra o reducetarismo. Para fazer a sua parte, não é preciso abrir mão completamente do seu estilo de vida e alimentação. Algumas mudanças simples e graduais na rotina já podem colaborar – e muito – no objetivo de adotar hábitos mais saudáveis e sustentáveis. E essa é a proposta do conceito de reducetarismo.

Reducetarismo

O Reducetarismo defende uma dieta sem radicalismo. Foto: Istock/ Images

O que é reducetarismo?

Criado pelo norte-americano Brian Kateman, o reducetarismo se baseia na ideia de reduzir o consumo de carnes, peixes, frutos do mar, ovos e laticínios, sem precisar tirar completamente esses produtos da dieta. A ideia é adotar uma alimentação mais consciente, sem radicalismo.

A ONG Reducetarian, principal propagadora do reducetarismo, fez um cálculo que mostra que, ao se deixar de comer carne uma vez por semana, em apenas um mês, a economia chega a 5,3 litros de água e 6,6 quilos de emissão de gás carbônico.

E não é apenas o planeta que pode se beneficiar com esse hábito. De acordo com ONG ainda, se ao invés de alimentar animais, parte dos alimentos fossem destinados aos humanos, 4 bilhões de pessoas seriam beneficiadas, o que representaria um aumento de 70% no abastecimento mundial de comida.

Segunda-feira sem carne

Nós sabemos que mudar o estio de vida de uma hora para a outra não é fácil e nem mesmo saudável. É preciso um planejamento e acompanhamento médico e nutricional para que o nosso organismo não sinta carência de nutrientes essenciais para o seu funcionamento.

Mas que tal começar aos poucos? Uma ótima alternativa para isso é a campanha Segunda-feira sem carne, que tem o cantor Paul McCartney como embaixador. O movimento propõe reservar o primeiro dia útil da semana para não consumir carne. Essa é uma oportunidade ainda de dedicar, pelo menos um dia, para experimentar novos sabores e apostar em produtos mais naturais e saudáveis, mas que de forma alguma afetam o sabor da refeição.

A dica é sempre procurar outras fontes de proteínas, que substituem a carne. Para isso, vale investir na indispensável dupla feijão e arroz. Vale ainda investir na quinoa, a melhor fonte de proteína vegetal, que concentra todos os aminoácidos essenciais. Outras combinações possíveis são, pelo menos, um alimento de cada um desses dois grupos:

Leguminosas: lentilha, grão de bico, soja e ervilha.

Cereais: milho, aveia, trigo e centeio.

Lembramos sempre que, antes de retirar a carne ou qualquer tipo de alimento da sua dieta, é fundamental procurar um profissional e realizar todos os exames necessários para identificar suas carências nutricionais e montar um programa de acordo com seu perfil e objetivo.

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